CASACOR Tocantins 2026 – cerâmica natural da Nina Martinelli reforça a ancestralidade da Cápsula Mãe

CASACOR Tocantins 2026 – Uma sala de jantar para ser muito mais do que um lugar para fazer refeições. Na Cápsula Mãe, criada por Fausto Paiva Neto e Fábio Marxx para a 5ª edição da CASACOR Tocantins, a mesa se transforma em território de encontro, conhecimento, afeto e celebração do feminino, dentro de uma arquitetura que olha para a ancestralidade enquanto imagina um futuro possível.

O ambiente, instalado no Orquidário de Palmas, foi concebido como uma espécie de viagem no tempo para um novo mundo matriarcal, no qual o feminino ocupa o centro da narrativa. A proposta reúne referências afro-indígenas, elementos futuristas, materiais naturais, obras de arte e peças autorais em uma atmosfera quase teatral, criando a sensação de estar dentro de um grande coração de mãe, acolhedor, potente e cheio de significado.

É uma ideia que começa a ser percebida nos materiais. O piso de cerâmica natural traz para dentro da sala de jantar a relação com a terra, enquanto as fibras vegetais, a madeira, a iluminação e os demais elementos ajudam a construir uma atmosfera envolvente, em que a matéria tem papel fundamental na experiência. Matéria que, na filosofia de trabalho da Nina Martinelli, é levada muito a sério.

Uma cerâmica que conversa com a ancestralidade

Fausto Paiva Neto e Fábio Marxx escolheram produtos Nina Martinelli para participar da construção desse universo, e o Decoratto Indígena ocupa um lugar especialmente importante no projeto.

Aplicado no painel central da Cápsula Mãe, o revestimento leva para a arquitetura uma linguagem gráfica inspirada nos elementos da natureza e reforça a identidade indígena que está no coração do ambiente. São desenhos pretos sobre cerâmica em tom natural, em diferentes modelos que permitem criar composições e conjuntos com uma riqueza visual muito particular, pois a escolha não foi apenas estética.

Os próprios autores explicam que optaram pela cerâmica justamente por não querer reproduzir a aparência de um material sintético. Havia uma intenção clara de trabalhar com uma matéria verdadeira, que tivesse textura, variação e uma relação mais direta com aquilo que o ambiente pretendia contar.

Na Cápsula Mãe, essa decisão faz bastante sentido. O Decoratto Indígena não aparece como um desenho colocado sobre uma parede qualquer, mas como parte de um painel que ajuda a construir a identidade do espaço e a valorizar uma cultura profundamente ligada ao território tocantinense.

Com peças feitas à mão, uma a uma, a cerâmica natural da Nina Martinelli consegue, assim, aproximar duas dimensões importantes do projeto: a ancestralidade que inspira a narrativa e a leitura contemporânea que Fausto e Fábio dão a ela.

 

Quando a cerâmica vira parte da arquitetura

Há ainda outro detalhe que merece atenção, especialmente para quem gosta de perceber como um bom projeto é construído a partir das pequenas decisões.

O rodapé listrado escolhido para a Cápsula Mãe não ficou restrito à função tradicional de acabamento. Ele alterna o revestimento Due Vecchio Anciano 4,5×11,5 em dois tons – Nero e Rosso, sobe pelas paredes e assume também o lugar dos alisares das portas, criando uma solução autoral que chama atenção justamente por transformar um elemento normalmente discreto em parte do desenho arquitetônico.

É um daqueles detalhes que podem passar despercebidos em um primeiro olhar, mas que ajudam a explicar por que o ambiente parece tão bem amarrado quando observado como um todo.

                                   

O piso, com o Quadratto Vecchio Nero 7x7cm também participa dessa construção, envolvendo a sala de jantar e estabelecendo uma base que aproxima os diferentes materiais utilizados no espaço. A cerâmica cria uma continuidade visual que conversa com as fibras, com a madeira, com os objetos e com as obras de arte, fazendo com que a matéria esteja sempre presente na experiência de quem entra. Para os autores, o resultado fez toda a diferença.

Fausto e Fábio: arquitetura, design e uma história para contar

A Cápsula Mãe também é resultado do encontro de dois olhares que se complementam.

Fausto Paiva Neto, arquiteto e urbanista, assina o projeto ao lado de Fábio Marxx, designer de interiores, ator, colunista e influenciador de arquitetura, conhecido também pela personagem Sheyla Christina.

Sheyla é uma sensação nas redes sociais. Totalmente fictícia, perspicaz, ácida, irreverente e ousada, ela satiriza o universo da arquitetura e do design com muito humor e inteligência, provocando risos e, também, muitas reflexões enriquecedoras.

Com uma audiência que soma cerca de 3 milhões de seguidores entre Instagram e TikTok, Fábio leva para o projeto não apenas sua experiência em interiores, mas também um olhar muito particular para a comunicação da arquitetura e para a maneira como espaços podem provocar identificação e conversa.

Na Cápsula Mãe, essa parceria aparece na própria narrativa do ambiente, que não se limita a reproduzir referências ancestrais, mas procura reinterpretá-las dentro de uma linguagem contemporânea.

A mesa, elemento central de uma sala de jantar, ganha outro significado. Ela passa a representar encontro, troca, conhecimento e celebração das mulheres, enquanto o conjunto de materiais cria uma espécie de cenário para essa história.

A cerâmica da Nina entra nesse cenário com muita propriedade, especialmente porque o trabalho artesanal e as características naturais da matéria combinam com uma proposta que valoriza memória, território e identidade.

O encontro entre matéria, memória e futuro

Mas uma das coisas mais interessantes da Cápsula Mãe é justamente a maneira como ela consegue olhar para trás sem parecer presa ao passado.

A ancestralidade aparece nos grafismos, nas referências indígenas, nos materiais naturais e na relação com a terra. O feminino ocupa o centro da narrativa. O design contemporâneo organiza tudo isso em um espaço sofisticado, teatral e cheio de personalidade. E a Nina Martinelli participa dessa conversa por meio de materiais que têm suas próprias histórias.

O Decoratto Indígena leva para o painel central uma linguagem inspirada na natureza e no território. O piso de cerâmica natural cria uma base tátil e acolhedora para a sala de jantar. O rodapé listrado ganha uma função arquitetônica que ultrapassa o acabamento convencional.

São escolhas que ajudam a construir a atmosfera do ambiente justamente porque não estão desconectadas da história que ele pretende contar.

A Cápsula Mãe fala de mulheres, de memória, de ancestralidade e de futuro, mas faz isso por meio de coisas muito concretas: uma mesa, uma parede, uma cerâmica, uma textura, uma fibra, uma luz, uma porta, um desenho.

Na parceria entre Fausto Paiva Neto, Fábio Marxx e Nina Martinelli, a matéria ganha um papel importante nessa construção. A cerâmica natural traz verdade para as superfícies, os grafismos ajudam a aproximar o ambiente da cultura indígena e os detalhes de acabamento mostram como escolhas aparentemente pequenas podem contribuir para um projeto inteiro.

Serviço

CASACOR Tocantins 2026
Ambiente:
Cápsula Mãe, sala de jantar

Produtos:

Due Vecchio Anciano Nero 11,5 x 28 cm

Due Vecchio Anciano Rosso 11,5 x 28 cm,

Quadrat​​to Vecchio Nero 7x7cm em placas de 28 x 28 cm

Decoratto Indígena 11,5×11,5cm

Autores: Fausto Paiva Neto e Fábio Marxx
Local: Orquidário de Palmas, Quadra 402 Sul, Palmas, TO
Instagram: @faustopaivaneto | @fabiomarxx
Fotos: @davidemanuelps

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