O calor vem aí – Ventilação natural, luz filtrada, privacidade e beleza. Um recurso que faz parte da nossa história arquitetônica ganha ainda mais relevância diante dos desafios do clima.
O calor já começou a dar sinais do que podemos enfrentar nos próximos meses, e as previsões climáticas para o ciclo atual do ‘super’ El Niño mantêm os especialistas em alerta.
Com temperaturas extremas cada vez mais frequentes, pensar em conforto térmico deixou de ser uma preocupação restrita aos meses de verão e passou a fazer parte das decisões mais importantes de um projeto arquitetônico.
Nesse cenário, vale olhar com mais atenção para um elemento que os brasileiros conhecem há décadas e que continua oferecendo respostas inteligentes para a maneira como construímos e habitamos: o cobogó.
Presente em fachadas, varandas, jardins, áreas gourmet e divisórias internas, ele permite aproveitar a ventilação natural, filtrar a entrada de luz solar e preservar a privacidade sem bloquear completamente a relação entre os ambientes.
Quando bem especificado e posicionado de acordo com a orientação solar e os ventos predominantes, pode contribuir para o conforto térmico e reduzir a necessidade de iluminação artificial e climatização dependente de energia elétrica.
É uma solução que combina inteligência arquitetônica e qualidade estética, especialmente num país de clima predominantemente tropical, onde aproveitar os recursos naturais sempre foi uma questão importante para a arquitetura.
Uma invenção brasileira que atravessou o tempo
O cobogó surgiu no Recife, em Pernambuco, na década de 1920, e seu nome reúne as primeiras sílabas dos sobrenomes de seus idealizadores: os engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis. Inspirado também em soluções tradicionais de fechamento vazado, como os muxarabis, o elemento ganhou espaço na arquitetura brasileira por permitir a circulação do ar e a passagem da luz sem abrir mão da privacidade.
Ao longo do século XX, os cobogós se tornaram parte importante da identidade da arquitetura moderna no Brasil, presentes em projetos que exploravam a relação entre interior e exterior, cheios e vazios, luz e sombra. Sua permanência não é difícil de entender: poucas soluções conseguem reunir tantas possibilidades funcionais e estéticas numa única peça.
Hoje, o cobogó continua dialogando com a arquitetura contemporânea, em projetos que valorizam a ventilação natural, a integração visual entre ambientes e a escolha consciente dos materiais. Seu desenho pode assumir uma linguagem geométrica, industrial, delicada ou escultural, acompanhando diferentes propostas arquitetônicas sem perder sua essência.
Uma casa que respira, com luz na medida certa
Uma das grandes qualidades dos cobogós está na possibilidade de criar fechamentos permeáveis, que protegem sem isolar completamente. Em fachadas e muros, ajudam a preservar a intimidade dos moradores e permitem que o ar circule. Em ambientes internos, podem delimitar espaços sem comprometer a luminosidade ou a sensação de amplitude.
A luz também ganha outra qualidade quando atravessa os elementos vazados. Ao longo do dia, o desenho das peças projeta sombras que mudam de posição e intensidade, acrescentando movimento às superfícies e criando efeitos visuais que fazem parte da experiência de morar.
Na Colezione Cobogó da Nina Martinelli, essa combinação entre função e desenho aparece em modelos com personalidades distintas. Os Brise Clair & Sombre, assinados pela artista plástica e designer Rosa Pinc, exploram formas geométricas que permitem composições marcantes em fachadas e divisórias. Já os modelos Luce, Mirare e Rarus, com suas linguagens mais fluidas, oferecem outra possibilidade para quem busca aliar privacidade, ventilação e identidade visual.




Entre os lançamentos mais recentes da marca, o Sopro, criado pelo arquiteto Marcos Lula, amplia as possibilidades de composição com módulos que se relacionam de diferentes maneiras.
Sua geometria, com uma seção deslocada lateralmente em uma das peças, permite explorar o direcionamento do ar, a filtragem da luz e a criação de sombras, além de abrir espaço para paginações variadas. O modelo foi finalista do prêmio Best in Show na Expo Revestir 2026, na categoria Peças Especiais.

Sustentabilidade que começa nas escolhas do projeto
Quando falamos em arquitetura sustentável, é importante lembrar que o desempenho de uma edificação depende de um conjunto de decisões, desde a implantação até a escolha dos materiais e dos sistemas de iluminação e climatização.
Nesse conjunto, os cobogós podem desempenhar um papel relevante. Ao favorecer a ventilação natural e filtrar a incidência solar, conforme sua posição e aplicação, contribuem para melhorar o conforto dos ambientes e podem ajudar a diminuir a demanda por ar-condicionado e iluminação artificial. O resultado depende das características do projeto, do clima local e da maneira como cada elemento é especificado.
Diante de um cenário climático que exige cada vez mais atenção ao conforto dos espaços, vale recuperar a inteligência de uma invenção brasileira que atravessou gerações e continua encontrando lugar na arquitetura de hoje. Afinal, projetar uma casa agradável também significa pensar em como a luz entra, por onde o ar circula e como podemos aproveitar melhor os recursos naturais, sem abrir mão da beleza.
E os cobogós mostram que essas escolhas podem fazer parte da arquitetura desde o primeiro traço do projeto.
Serviço
O calor vem aí – Cobogós Nina Martinelli como soluções em tempos de mudanças climáticas
Produtos:
Cobogó Brise Clair & Sombre, by Rosa Pinc
Cobogó Mirare
Cobogó Rarus
Cobogó Luce
Cobogó Sopro, by Marcos Lula
Todos medem 30x30x7,5cm e podem ser utilizados em ambientes internos ou externos
Todos são disponibilizados nos tons – Bianco, Concreto e Terracota
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