Cobogó Sopro – Seguimos explorando com mais detalhes os produtos que a Nina Martinelli lançou na Expo Revestir 2026 e o Cobogó Sopro, sem dúvida, é um deles.
Existem elementos na arquitetura que atravessam o tempo. Permanecem não apenas pela função, mas pela capacidade de traduzir clima, cultura e modo de viver. O cobogó é um deles.
Criado em Recife/PE em 1929, seu nome nasce da junção dos sobrenomes de seus idealizadores, Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis.
Desde então, tornou-se um recurso essencial para a arquitetura tropical, permitindo a passagem do ar, filtrando a luz e criando uma relação delicada entre interior e exterior. Mais do que um elemento construtivo, o cobogó é linguagem.
É a partir desse legado que surge o Cobogó Sopro, criado exclusivamente pelo arquiteto goiano Marcos Lula. Mas o Sopro não é uma releitura. É um avanço, uma inovação em seu segmento.
Pensado como uma espécie de malha arquitetônica, o modelo nasce do desejo de explorar, com liberdade, o comportamento da luz e do vento no espaço. “A intenção foi criar uma malha arquitetônica que permitisse explorar o direcionamento da luz e da ventilação de forma mais dinâmica”, explica Marcos Lula.

A peça parte de um princípio simples, quase essencial. Dois módulos medindo 20x20x7,5cm, que se relacionam. Um deles é um quadrilátero básico. E o outro traz uma seção sutilmente deslocada lateralmente, criando uma interferência mínima na forma, mas com grande impacto visual e na funcionalidade. Essa pequena ruptura gera movimento, cria sombras, orienta fluxos.
“A ideia era desenvolver algo extremamente simples, mas sofisticado, onde a própria combinação das peças possibilitasse diferentes paginações, mais livres, criando essa malha que filtra a luminosidade e direciona o ar”, complementa o arquiteto. O resultado é uma superfície que respira.

A luz não entra direta, ela se desenha. O ar não atravessa apenas, ele é conduzido. Há privacidade, mas não bloqueio. Há abertura, mas com intenção. O espaço ganha camadas, profundidade, ritmo.
No estande da Nina Martinelli na Expo Revestir, o Cobogó Sopro ocupou uma grande parede de destaque. E foi ali que sua potência se revelou por completo. Visitantes se aproximavam, observavam as variações, acompanhavam com o olhar o desenho que se formava a partir das combinações. Fotografavam. Permaneciam. O reconhecimento não tardou.
O modelo foi selecionado como finalista do prêmio Best In Show, na categoria Peças Especiais, uma das mais disputadas da feira, que reúne lançamentos de todo o Brasil e evidencia soluções que realmente contribuem para a arquitetura contemporânea.
Mas há um aspecto que sustenta tudo isso de forma silenciosa e decisiva. Cada peça do Cobogó Sopro é feita à mão.
Carrega o tempo do processo, o cuidado no acabamento, o olhar atento de quem molda, ajusta e finaliza. É isso que garante ao conjunto uma autenticidade que não se repete, mesmo quando aplicado em grandes planos.
Essa combinação entre pensamento arquitetônico, liberdade compositiva e produção artesanal posiciona o Sopro em um lugar raro. Ele não é apenas um elemento vazado. É uma ferramenta de projeto. Um recurso que permite ao arquiteto desenhar luz, ventilação e privacidade com intenção. E, ao mesmo tempo, imprimir personalidade.
Inserido na Coleção CICLOS, o Cobogó Sopro traduz com precisão a proposta da Nina Martinelli para 2026. Uma coleção que olha para o tempo, para a matéria e para os processos naturais como parte fundamental da arquitetura.
O Cobogó Sopro é disponibilizado nos tons Bianco, Concreto e Terracota, e pode ser utilizado em ambientes internos e externos, incluindo em fachadas. E, assim como todos os lançamentos apresentados pela Nina Martinelli na Expo Revestir 2026, já está disponível para especificadores, lojistas e parceiros em todo o Brasil.
Serviço
Cobogó Sopro by Marcos Lula – lançamento Nina Martinelli na Expo Revestir 2026
Dimensões: 20x20x7,5cm
Tons: Bianco, Concreto e Terracota
Finalista do Best In Show 2026 – Peças Especiais
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