Expo Revestir 2026 – Recobrir uma superfície criando presença, com intenção, com alma. O Brasiliano, lançamento da Nina Martinelli apresentado na Expo Revestir 2026, é assim. Não se trata apenas de revestir paredes, mas de instaurar uma experiência sensorial completa, em que o olhar desacelera e a mão inevitavelmente se aproxima.
Um dos finalistas entre os lançamentos da Nina no concurso Best in Show, na categoria Design Brasil Revestimento Cerâmico, o Brasiliano traduz com precisão algo raro no design contemporâneo: o encontro entre rigor técnico e expressão genuinamente orgânica.
Cada peça de 7×7 cm, organizada em placas de 28×28 cm para facilitar a aplicação, carrega em si uma pequena variação, um gesto, uma nuance que a torna única dentro do conjunto.
O segredo está no processo, muito diferenciado e interessante. Não é uma cerâmica que nasce apenas da forma, mas do gesto. Durante a produção, a massa cerâmica ainda em estado maleável é submetida a uma ação manual simultânea de pressão, extensão e tensão.
O ceramista conduz o material como quem molda algo vivo. Ao pressionar, puxa. Ao puxar, segura. Esse equilíbrio delicado cria sulcos, relevos e pequenas irregularidades que não são defeitos, mas intenção. É aí que a peça ganha alma.

O resultado é uma superfície que vibra. A luz não incide de maneira uniforme, ela percorre. Escorre pelos relevos, cria sombras sutis, destaca volumes inesperados. Ao longo do dia, o mesmo plano se transforma. Há movimento, mesmo na imobilidade. Há ritmo, mesmo na repetição modular.
Esteticamente, o Brasiliano transita com naturalidade entre o rústico e o sofisticado. Sua textura remete à terra, ao fazer manual, ao calor do artesanal. Ao mesmo tempo, sua composição precisa, sua escala e sua capacidade de criar planos contínuos o posicionam com elegância em projetos contemporâneos. É o tipo de material que aquece sem pesar, que traz aconchego sem perder clareza formal.
Arquitetonicamente, é um recurso poderoso. Pode ser protagonista em grandes planos, criando paredes que dispensam adornos. Pode atuar em recortes, nichos, painéis, cabeceiras. Em todos os casos, entrega profundidade, textura e identidade. É especialmente eficaz em projetos que buscam autenticidade, onde cada elemento precisa dizer algo.
Mas talvez o maior diferencial do Brasiliano seja outro. Em um cenário cada vez mais padronizado, ele devolve ao espaço a presença do tempo e das mãos.

Não é apenas sobre o que vemos, mas sobre o que sentimos ao tocar. Sobre perceber que ali houve um gesto humano, uma decisão, um controle cuidadoso do processo.
Como a própria descrição sugere, há uma brasilidade natural nessa peça. Não caricata, não óbvia. Uma brasilidade que se revela na imperfeição controlada, na textura que acolhe, na beleza do simples feito com intenção. O Brasiliano não pede atenção. Ele conquista.
E como todos os lançamentos apresentados na Expo Revestir 2026, ele está disponível no portifólio nas dimensões 7x7cm, 7×14 e 3,5×14, e nos tons Rosso e Paglia.
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